Pular para o conteúdo
Same Brain
← Início

Referência

Glossário

33 estruturas e mecanismos do corpo e do cérebro que aparecem ao longo do site, cada um em duas linhas, do ponto de vista de quem projeta e não do compêndio.

Ao longo das páginas, a primeira menção a qualquer um destes termos abre a definição ali mesmo, sem tirar você do parágrafo. Esta página é para o caminho inverso: ler tudo de uma vez, ou voltar a um termo que você já viu.

A

A1

A primeira área a receber som, no lobo temporal. Recebe tudo o que entra pelos ouvidos, mas só um fluxo por vez ganha prioridade e chega à consciência.

Entender melhor

Fica no lobo temporal, acima da orelha, dentro de uma dobra. O caminho até ela é longo: o som vira vibração no tímpano, vira movimento de líquido na cóclea, vira impulso elétrico, sobe pelo tronco cerebral e só então chega ao córtex.

A1 está organizada por frequência, como um teclado: graves de um lado, agudos do outro, em ordem. Essa organização é anatômica e está lá desde antes de você aprender qualquer coisa sobre som.

O detalhe que interessa a quem projeta é a velocidade: o caminho auditivo tem menos paradas que o visual, e por isso o som chega ao cérebro antes da imagem correspondente. É a razão de um alerta sonoro ser mais eficaz para interromper do que um visual, e de ser mais agressivo pelo mesmo motivo.

Onde isto entra em Sentidos e atenção →

amígdala

Duas estruturas pequenas no lobo temporal que decidem, em milissegundos, se algo é ameaça ou oportunidade. Elas respondem à sua tela antes de qualquer julgamento consciente sobre ela.

Entender melhor
Corte sagital do encéfalo com as estruturas do lobo límbico destacadas e nomeadas em português: giro do cíngulo, corpo caloso, tálamo, núcleos hipotalâmicos, hipocampo e amígdala.
O lobo límbico, em corte sagital
OpenStax College; vetorização de Marnanel · Anatomy & Physiology · CC BY 3.0 · rótulos traduzidos para o português

Duas estruturas do tamanho de uma amêndoa, uma em cada lado, na ponta interna do lobo temporal. O nome vem daí.

É o detector de relevância do cérebro, e é rápida: recebe uma versão grosseira do sinal sensorial por um atalho que não passa pelo córtex, e dispara antes de a pessoa saber o que viu. O medo é a resposta mais estudada, mas ela responde a qualquer coisa que importe, inclusive coisas boas.

Em interface, é ela que reage ao erro em vermelho, ao aviso de exclusão, ao contador regressivo. A reação chega antes da leitura, e nenhuma explicação posterior a desfaz, só a impede de acontecer de novo. É por isso que o tom de uma mensagem de erro importa mais do que o conteúdo dela.

Aparece em: Viés da negatividade

Onde isto entra em Emoção →

C

canais semicirculares

Três anéis de líquido no ouvido interno, um para cada eixo de giro. Quando a cabeça roda, o líquido demora a acompanhar, e é esse atraso que o corpo lê como “virei”.

Entender melhor

São três tubos em anel, cheios de líquido, montados em ângulos quase perpendiculares entre si: um para cada eixo de rotação da cabeça. Dentro de cada um há uma comporta gelatinosa com células ciliadas.

Quando você gira a cabeça, o osso gira junto e o líquido fica para trás por um instante, por inércia. Esse arrasto empurra a comporta, dobra os cílios e muda a taxa de disparo da fibra. É por isso que eles detectam aceleração de giro, e não giro constante: numa cadeira girando em velocidade fixa, o líquido alcança o osso e a sensação de estar girando desaparece.

Para quem projeta, o que interessa é o que eles não fazem: eles não sabem que você está olhando para uma tela. Reportam o que o crânio fez, e só.

Onde isto entra em Sentidos e atenção →

células de lugar e de grade

O GPS interno, no hipocampo e vizinhança. Ele evoluiu para lembrar caminhos até água e comida, e é o mesmo que lembra onde ficava aquele botão na tela anterior.

Entender melhor

Neurônios no hipocampo e nas regiões vizinhas que disparam quando o animal está num ponto específico do espaço. As de grade fazem o mesmo em padrão hexagonal, como um papel quadriculado interno. A descoberta rendeu o Nobel de 2014.

O que veio depois é o que interessa aqui: o mesmo maquinário parece organizar não só espaço físico, mas relações abstratas, a proximidade entre ideias, a posição de um item numa sequência, o caminho percorrido num assunto.

É a base neural mais provável da metáfora que o design usa o tempo todo sem pensar: "onde estou", "voltar", "ir mais fundo". A pessoa não está imaginando um lugar por licença poética; ela está usando o sistema que evoluiu para lugares.

Onde isto entra em Memória →

cerebelo

A estrutura na base da nuca que automatiza movimento e sequência. Quanto mais alguém usa o seu produto, mais a operação migra para cá, e mais caro fica mudar o que já virou automatismo.

Entender melhor

A estrutura enrugada na parte de trás e de baixo do crânio. Ocupa cerca de dez por cento do volume do cérebro e contém mais da metade de todos os seus neurônios.

Cuida do tempo e da precisão do movimento, e, segundo a literatura mais recente, também do tempo e da precisão de operações que não são motoras. Ele antecipa: prevê onde a mão vai chegar e corrige antes do erro acontecer.

É o que torna atalho de teclado mais rápido que menu, e o que faz um arrastar bem calibrado parecer natural. Também é o que sofre quando a resposta da interface é irregular: um atraso que varia impede a previsão, e o gesto deixa de ficar automático.

Aparece em: Lei de Fitts

Onde isto entra em Memória →

circuitos frontoparietais

A dupla que sustenta a memória de trabalho: o pré-frontal segura a informação ativa enquanto o lobo parietal cuida de onde as coisas estão.

Entender melhor
Vista lateral do encéfalo com os quatro lobos identificados por cor: frontal, parietal, temporal e occipital, além do cerebelo e do tronco cerebral.
Os lobos do córtex cerebral
frontal (planejamento e decisão) · parietal (espaço e atenção) · temporal (audição, linguagem e memória) · occipital (visão)
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

Não é uma estrutura, é uma conversa: as regiões frontais e as parietais trabalhando em sincronia, ligadas por feixes longos de fibras.

É essa rede que sustenta a memória de trabalho e a atenção dirigida. Ela mantém ativo o que interessa e suprime o que não interessa, e faz isso a um custo metabólico alto, motivo pelo qual a sensação de esforço mental é literal, e não figura de linguagem.

Toda vez que uma tela obriga a pessoa a manter algo na cabeça — um código, uma comparação, uma instrução que sumiu — é esta rede que está pagando, e ela não escala.

Aparece em: Lei de Hick-Hyman, Teoria da carga cognitiva, Lei de Miller, Viés da saliência, Estado de flow

Onde isto entra em Memória →

colículo superior

Uma estação no tronco cerebral que puxa o olhar para o que se move ou contrasta, antes de a pessoa decidir olhar. É esse reflexo que todo destaque visual sequestra.

Entender melhor

Uma estrutura pequena no tronco cerebral, muito antiga em termos evolutivos, anterior ao córtex visual.

Recebe uma cópia do sinal visual por um atalho que não passa pelo córtex, e comanda o movimento reflexo dos olhos em direção ao que se moveu ou apareceu de repente. É o motivo de você já estar olhando para a coisa antes de saber o que ela é.

É a estrutura que um banner piscante sequestra. E é a razão de esse tipo de recurso funcionar mesmo com quem detesta: o desvio do olhar não passa pela sua opinião sobre ele.

Aparece em: Viés da saliência

córtex orbitofrontal

Fica logo atrás dos olhos e atribui valor: se a coisa vale a pena, se é agradável, quanto custa em esforço. Responde antes de a pessoa saber que perguntou.

Entender melhor
Vista lateral do encéfalo com os quatro lobos identificados por cor: frontal, parietal, temporal e occipital, além do cerebelo e do tronco cerebral.
Os lobos do córtex cerebral
frontal (planejamento e decisão) · parietal (espaço e atenção) · temporal (audição, linguagem e memória) · occipital (visão)
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

Fica logo acima das órbitas oculares, na base do lobo frontal.

É onde valor é atribuído. Não o preço, o valor subjetivo, aquele que muda conforme o contexto, a expectativa e o que veio antes. A mesma oferta vale mais depois de uma âncora alta e menos depois de uma baixa, e é aqui que essa recalibragem acontece.

Ancoragem, aversão à perda e efeito de posse dependem desta região. É também por isso que esses padrões são tão eficazes e tão fáceis de virar manipulação: eles não convencem ninguém de nada, apenas mudam a régua com que a pessoa mede.

Aparece em: Efeito da posse

Onde isto entra em Emoção →

córtex pré-frontal

A região atrás da testa, onde a pessoa decide, planeja e sustenta a atenção. Ela mantém uma coisa em foco por vez e inibe o resto: é onde o gargalo da decisão consciente costuma apertar.

Entender melhor
Vista lateral do encéfalo com os quatro lobos identificados por cor: frontal, parietal, temporal e occipital, além do cerebelo e do tronco cerebral.
Os lobos do córtex cerebral
frontal (planejamento e decisão) · parietal (espaço e atenção) · temporal (audição, linguagem e memória) · occipital (visão)
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

É a região atrás da testa, e é a última parte do cérebro a terminar de amadurecer, o processo se estende até por volta dos vinte e cinco anos. Também é a primeira a perder eficiência sob cansaço, fome, estresse ou álcool.

É onde a pessoa segura um objetivo enquanto executa outra coisa, compara alternativas, inibe o impulso imediato e retoma de onde parou depois de uma interrupção. Nada disso é automático: tudo custa, e o orçamento é pequeno e se esgota.

A maior parte do que este site chama de "carga" acontece aqui. Cada campo a mais no formulário, cada decisão que a interface transfere para quem usa, cada instrução que precisa ficar na cabeça em vez de na tela: tudo isso é cobrado desta região, que já chega ao seu produto parcialmente gasta pelo resto do dia.

Aparece em: Teoria da carga cognitiva, Lei de Miller, Ilusão de agrupamento, Viés de apoio à escolha, Flexibilidade e eficiência de uso

Onde isto entra em Memória →

córtex pré-frontal dorsolateral

A parte do pré-frontal ligada ao autocontrole e à decisão sob incerteza. É ela que perde para o impulso quando a recompensa imediata está visível na tela.

Entender melhor
Vista lateral do encéfalo com os quatro lobos identificados por cor: frontal, parietal, temporal e occipital, além do cerebelo e do tronco cerebral.
Os lobos do córtex cerebral
frontal (planejamento e decisão) · parietal (espaço e atenção) · temporal (audição, linguagem e memória) · occipital (visão)
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

A parte de cima e de fora do pré-frontal, na lateral da testa.

É a região mais associada a segurar informação ativa enquanto se faz outra coisa: manter o objetivo em vista, resistir à distração, comparar o que está na tela com o que estava na tela anterior. Trabalha junto com os circuitos frontoparietais, e é uma das primeiras a falhar quando a tarefa aperta.

É a estrutura por trás do limite prático de que este site vive falando: aquilo que a interface pede para a pessoa lembrar entre uma tela e outra é cobrado aqui, e o saldo é baixo.

córtex pré-frontal medial

A parte do pré-frontal que pensa sobre pessoas: o que os outros querem, o que eles pensam de nós, se dá para confiar neles.

Entender melhor
Vista lateral do encéfalo com os quatro lobos identificados por cor: frontal, parietal, temporal e occipital, além do cerebelo e do tronco cerebral.
Os lobos do córtex cerebral
frontal (planejamento e decisão) · parietal (espaço e atenção) · temporal (audição, linguagem e memória) · occipital (visão)
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

A parte do pré-frontal que fica na parede interna, entre os dois hemisférios.

Ativa quando a pessoa pensa em si mesma e quando pensa em outras pessoas, e essa sobreposição não é acidente de medição: pensar no que o outro quer usa, em boa parte, a mesma máquina de pensar no que eu quero. É uma das peças da rede que sustenta a leitura de intenção alheia.

É o substrato de tudo que no design depende de "o que vão achar de mim": prova social, contadores de gente olhando, avaliações. Funciona porque a pergunta sobre o outro e a pergunta sobre si mesmo rodam no mesmo lugar.

Aparece em: Ilusão de transparência

Onde isto entra em Mente social →

córtex pré-frontal ventromedial

Faz o julgamento global, a opinião final sobre uma experiência inteira, e não sobre cada momento dela. É por causa dele que a pessoa resume um fluxo de dez telas numa frase só.

Entender melhor
Vista lateral do encéfalo com os quatro lobos identificados por cor: frontal, parietal, temporal e occipital, além do cerebelo e do tronco cerebral.
Os lobos do córtex cerebral
frontal (planejamento e decisão) · parietal (espaço e atenção) · temporal (audição, linguagem e memória) · occipital (visão)
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

A parte de baixo e de dentro do pré-frontal, logo acima das órbitas dos olhos.

É onde a avaliação emocional de uma opção encontra a avaliação racional dela. Casos clínicos clássicos mostram pessoas com lesão nessa região mantendo raciocínio lógico intacto e mesmo assim decidindo mal, porque perderam o sinal afetivo que marca uma alternativa como boa ou ruim antes da conta ser feita.

A lição para quem projeta é que "decisão racional" é uma ficção útil e nada mais. A pessoa não decide apesar de sentir; ela decide com o que sente, e a sensação chega primeiro.

Aparece em: Efeito da usabilidade estética, Desconto temporal, Lei de Jakob, Viés de escassez, Viés de ancoragem

Onde isto entra em Emoção →

córtex temporal medial

A parte interna do lobo temporal, hipocampo e vizinhança, por onde fato e episódio passam para virar memória durável. O papel dela é temporário: com o tempo a lembrança vai ficando guardada no córtex e deixa de depender daqui.

Entender melhor

A parte interna do lobo temporal, que inclui o hipocampo e o córtex ao redor dele.

É o conjunto que sustenta a memória declarada, o que pode ser dito em palavras. Trabalha em oposição funcional aos gânglios da base, que sustentam o que se sabe fazer sem conseguir explicar.

A distinção importa em interface: ensinar por texto e ensinar por repetição gravam em sistemas diferentes. O tutorial que a pessoa leu vive num; o gesto que ela repetiu cem vezes vive noutro, e é o segundo que sobrevive à mudança de layout, o que explica por que redesenhos quebram justamente os usuários mais antigos.

Aparece em: Lei da visibilidade, Heurística da disponibilidade, Regra do pico-fim, Efeito Von Restorff

Onde isto entra em Memória →

cortisol

O hormônio do estresse, e um hormônio lento: leva de vinte a quarenta minutos para chegar ao pico, então não é ele que explica a irritação com uma tela travada, e sim o que se acumula num dia inteiro de trabalho ruim. Sustentado, ele derruba a memória de trabalho.

Entender melhor

Um hormônio, não um neurotransmissor: é liberado pelas glândulas suprarrenais e circula pelo sangue, o que o torna mais lento e mais duradouro do que um sinal neural.

É o hormônio da resposta prolongada ao estresse. Em pico curto, melhora atenção e memória. Sustentado, faz o contrário: prejudica o hipocampo, degrada a formação de memória nova e estreita a atenção ao que parece ameaça.

Interface que produz pressão constante — prazo piscando, saldo em vermelho, aviso que não fecha — não está deixando a pessoa alerta. Está deixando pior no que ela veio fazer, e cobrando a diferença da memória dela.

Onde isto entra em Emoção →

D

dopamina

O sinal químico da recompensa e da antecipação. Não é a molécula do prazer, e sim a do “vale a pena buscar”, por isso a expectativa costuma puxar mais comportamento que a entrega.

Entender melhor
Corte sagital do encéfalo com as vias da dopamina traçadas: da área tegmental ventral para o núcleo accumbens e o córtex pré-frontal, e da substância negra para o estriado.
As vias dopaminérgicas e o circuito de recompensa
NIDA — National Institute on Drug Abuse; obra derivada de Quasihuman · Dopamine pathways · Domínio público · rótulos traduzidos para o português

Um neurotransmissor, ou seja, uma molécula que um neurônio libera para falar com outro. Não é uma estrutura, é um sinal químico.

A associação popular com prazer está errada e vale desfazer. A dopamina codifica erro de previsão de recompensa: sobe quando algo é melhor do que o esperado, cai quando é pior, e fica neutra quando é exatamente o previsto. Ela move em direção a, mais do que faz gostar de.

É por isso que a antecipação de uma notificação é mais forte do que o conteúdo dela, e por isso que "dopamina" virou palavra solta em conversa de produto. Quando alguém disser que um recurso "libera dopamina", a pergunta útil é: comparado a qual expectativa?

Onde isto entra em Emoção →

E

estriado ventral

Parte do circuito de recompensa que contabiliza ganho e perda. Reage mais forte a perder do que a ganhar a mesma quantidade — a assimetria que está por trás de boa parte dos vieses de decisão deste catálogo.

Entender melhor
Corte sagital do encéfalo com as vias da dopamina traçadas: da área tegmental ventral para o núcleo accumbens e o córtex pré-frontal, e da substância negra para o estriado.
As vias dopaminérgicas e o circuito de recompensa
NIDA — National Institute on Drug Abuse; obra derivada de Quasihuman · Dopamine pathways · Domínio público · rótulos traduzidos para o português

A região que contém o núcleo accumbens e o tecido ao redor dele. Os dois nomes aparecem quase como sinônimos na literatura, e a diferença é de recorte anatômico.

É onde o sinal de dopamina chega quando alguma coisa vale mais do que se esperava. O que ele codifica não é prazer, é surpresa: a diferença entre o que aconteceu e o que era previsto.

Em produto, isso explica por que a mesma recompensa entregue sempre igual deixa de funcionar. Não é que a pessoa se cansou: é que ela passou a prever, e previsão zerada é sinal zerado.

Aparece em: Efeito da usabilidade estética, Desconto temporal, Efeito da posse, Prova social, Ilusão de controle

G

gânglios da base

Junto com o cerebelo, guardam o que o corpo aprendeu a fazer sem pensar: digitar, deslizar, alcançar um ícone. É a memória que sobrevive à distração.

Entender melhor

Um conjunto de núcleos no fundo do cérebro, abaixo do córtex.

É onde o comportamento repetido vira automático. Enquanto uma sequência está sendo aprendida, ela consome pré-frontal; depois de repetida o bastante, migra para cá e passa a rodar quase sem custo, e quase sem consciência.

É a estrutura por trás de todo hábito de uso: o caminho que a pessoa faz no seu produto sem olhar, o botão que ela acerta de memória muscular. Também é o motivo de mudança de posição de elemento doer mais do que parece: o automatismo não se atualiza por aviso, só por nova repetição.

Aparece em: Ilusão de agrupamento, Flexibilidade e eficiência de uso

Onde isto entra em Memória →

giro fusiforme

A área que reconhece rostos e formas já vistas. Quanto mais vezes ela encontra a mesma coisa, menos esforço gasta, e o cérebro lê esse esforço menor como "gosto disto".

Entender melhor
Vista lateral do encéfalo com os quatro lobos identificados por cor: frontal, parietal, temporal e occipital, além do cerebelo e do tronco cerebral.
Os lobos do córtex cerebral
frontal (planejamento e decisão) · parietal (espaço e atenção) · temporal (audição, linguagem e memória) · occipital (visão)
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

Uma dobra na parte de baixo do lobo temporal, dos dois lados.

Contém a região mais especializada em rostos de todo o córtex, e "especializada" aqui é forte: lesões nessa área produzem prosopagnosia, a incapacidade de reconhecer rostos familiares com a visão preservada em tudo o mais. A mesma região participa do reconhecimento de palavras escritas, o que sugere que ler é, em parte, reconhecer a forma da palavra como se reconhece um rosto.

É por isso que rostos em interface capturam o olhar antes de qualquer outro elemento, e por isso que palavras familiares são lidas em bloco enquanto as desconhecidas são soletradas. Fonte estranha e caixa alta desfazem essa forma e cobram a diferença.

H

hipocampo

A estrutura que transforma experiência recente em memória duradoura. Tudo que a sua interface pede para a pessoa lembrar amanhã passa por ele hoje.

Entender melhor
Corte sagital do encéfalo com as estruturas do lobo límbico destacadas e nomeadas em português: giro do cíngulo, corpo caloso, tálamo, núcleos hipotalâmicos, hipocampo e amígdala.
O lobo límbico, em corte sagital
OpenStax College; vetorização de Marnanel · Anatomy & Physiology · CC BY 3.0 · rótulos traduzidos para o português

Uma estrutura curva em cada lado do cérebro, na parte de dentro do lobo temporal. O nome vem do formato, que lembra um cavalo-marinho.

Não é onde as memórias ficam guardadas: é o que decide o que merece ser guardado e faz a transferência. Memória nova passa por aqui; memória antiga já mora espalhada pelo córtex. O caso clínico mais conhecido da neurociência, o paciente H.M., perdeu os dois hipocampos numa cirurgia e passou a viver num presente contínuo: manteve tudo o que aprendera antes e não formou nenhuma memória nova declarada.

Para quem projeta, a consequência é dura: nada do que a sua interface ensina fica retido de graça. O que não for repetido, contextualizado ou dispensável de lembrar simplesmente não sobrevive à sessão, e boa parte do que ela ensina hoje já sumiu amanhã.

Aparece em: Lei de Jakob, Heurística da disponibilidade, Regra do pico-fim, Efeito Von Restorff, Efeito da posição serial +1

Onde isto entra em Memória →

M

memória de longo prazo

O que a pessoa ainda sabe amanhã do que viu hoje. Não mora num lugar só: forma-se pelo hipocampo e, com o tempo, passa a viver espalhada pelo córtex.

Entender melhor

É a memória que sobrevive à sessão. Inclui o que a pessoa sabe declarar, fatos e episódios, e o que ela sabe fazer sem declarar, como o caminho até um menu que já usou cem vezes.

A formação passa pelo hipocampo e pelo lobo temporal medial, e o arquivo de longo prazo é o neocórtex. A dependência do hipocampo diminui com o tempo, como Squire e Zola-Morgan descreveram em 1991.

Para quem projeta, é o lado da memória que a interface não controla na hora. O que ela ensina hoje só fica se for repetido, contextualizado ou reconhecível amanhã.

Aparece em: Lei de Jakob, Heurística da disponibilidade, Efeito da posição serial

Onde isto entra em Memória →

memória de trabalho

O espaço mental onde a pessoa segura o que está usando agora. Cabem cerca de quatro coisas, e elas se apagam em segundos se não forem usadas.

Entender melhor

Não é um lugar, é um estado: o conjunto de coisas que estão ativas na sua cabeça agora e que somem se você parar de sustentá-las. Depende principalmente do pré-frontal e dos circuitos frontoparietais.

A capacidade é pequena e bem estudada. A estimativa contemporânea, mais conservadora que os sete famosos de Miller, gira em torno de quatro elementos simultâneos, e cai quando há barulho, pressa ou uma segunda tarefa. Não é treinável a ponto de mudar de patamar: o que muda é o quanto cabe dentro de cada elemento, pela prática.

É o número mais operacional deste site inteiro. Cada campo que a pessoa precisa reter, cada código copiado de outra tela, cada comparação entre opções que não estão visíveis ao mesmo tempo ocupa um desses quatro lugares. Interface boa não exige que a pessoa guarde: ela deixa à vista.

Aparece em: Teoria da carga cognitiva, Lei de Miller, Lei da visibilidade

Onde isto entra em Memória →

memória ecoica

O equivalente sonoro da memória icônica: um padrão de áudio fica disponível por cerca de três segundos. É a razão de ser possível responder "o quê?" e entender a frase antes que a pessoa repita.

Entender melhor

O equivalente auditivo da icônica, e mais generosa: o eco do que foi dito dura alguns segundos, não frações.

É a razão de você conseguir responder "o quê?" e, no meio da pergunta, já ter entendido, a frase ainda estava disponível para releitura interna.

A diferença de duração entre os dois canais tem consequência prática: instrução falada tem uma janela maior de recuperação do que instrução mostrada e retirada. Um alerta que aparece e some depende de a pessoa estar olhando; um som, não.

Onde isto entra em Memória →

memória icônica

O rastro que uma imagem deixa por cerca de 250 milissegundos depois de sair da tela. É o que permite comparar duas coisas com um piscar de olhos, e o que se perde quando um elemento some rápido demais.

Entender melhor

O rastro visual que sobrevive por uma fração de segundo depois que a imagem sai. É por isso que você consegue "reler" mentalmente o que acabou de piscar na tela.

Dura por volta de algumas centenas de milissegundos, e guarda muito mais do que a pessoa consegue relatar. Os experimentos clássicos mostram exatamente isso: quem vê uma matriz de letras por um instante consegue nomear qualquer linha que se peça logo em seguida, mas não todas, a informação estava lá e apagou durante o relato.

É o motivo de animações muito rápidas serem percebidas sem serem compreendidas: o sinal existiu, mas não durou o suficiente para virar outra coisa.

Onde isto entra em Memória →

N

neurônios-espelho

Células que disparam tanto quando você faz algo quanto quando vê outra pessoa fazendo. Foram propostas como a base da imitação e da empatia, leitura que a própria área já corrigiu, e o que sobrou é que ver alguém agir ativa em parte o sistema de quem age.

Entender melhor

Neurônios que disparam tanto quando o indivíduo executa uma ação quanto quando observa outro executando a mesma ação. Descobertos em macacos, nos anos 1990, por acaso.

A existência do fenômeno é sólida; a extensão do que ele explica, não. A leitura popular — de que seriam a base da empatia e da cultura — foi muito além do que os dados sustentam, e a área passou por uma correção forte. Vale citar com cuidado.

O que resta de aplicável é modesto e real: ver alguém fazer ativa parcialmente o sistema de quem faz. É uma das razões de demonstração em vídeo ensinar melhor que descrição escrita, e de interface que mostra o gesto ser aprendida mais rápido que a que o descreve.

Onde isto entra em Mente social →

núcleo accumbens

O centro do circuito de recompensa. Quando algo dá certo — um botão que responde, uma tarefa que fecha — é ele que registra "valeu a pena, repita".

Entender melhor
Corte sagital do encéfalo com as vias da dopamina traçadas: da área tegmental ventral para o núcleo accumbens e o córtex pré-frontal, e da substância negra para o estriado.
As vias dopaminérgicas e o circuito de recompensa
NIDA — National Institute on Drug Abuse; obra derivada de Quasihuman · Dopamine pathways · Domínio público · rótulos traduzidos para o português

Uma estrutura pequena na base do cérebro, no ponto de encontro entre o circuito emocional e o motor.

É o centro do sistema de recompensa, e o achado que mudou tudo é que ele responde mais à expectativa do que ao ganho. A resposta é máxima quando a recompensa é possível e incerta; quando ela é garantida, a resposta cai.

É a base neural do feed infinito, da caixa de recompensa e do "puxe para atualizar". A incerteza não é efeito colateral desses padrões: é o mecanismo. Saber disso é o que separa usá-lo para dar ritmo a uma tarefa de usá-lo para prender alguém.

Onde isto entra em Emoção →

O

otólitos

Duas bolsas com cristais de cálcio sobre uma membrana, também no ouvido interno. Registram aceleração em linha reta e a direção da gravidade, para onde é embaixo.

Entender melhor

Enquanto os canais semicirculares cuidam do giro, os otólitos cuidam do deslocamento em linha reta e da gravidade. São duas bolsas, o utrículo e o sáculo, com uma membrana gelatinosa coberta por cristais de carbonato de cálcio.

Os cristais são mais densos que o resto e, por isso, ficam para trás quando o corpo acelera e escorregam quando a cabeça inclina. O deslocamento deles dobra os cílios embaixo. É assim que você sabe que o elevador começou a subir de olhos fechados, e é assim que sabe para que lado fica o chão.

Eles não distinguem aceleração de inclinação, porque as duas produzem a mesma força na membrana. Quem desfaz a ambiguidade é a visão, cruzando as duas informações, e é nessa costura que mora o enjoo de movimento.

Onde isto entra em Sentidos e atenção →

R

rede de mentalização

O circuito que infere o que se passa na cabeça dos outros: intenções, crenças, desejos. É o que entra em jogo quando a interface tem gente do outro lado, na avaliação, no comentário, no número de quem já comprou.

Entender melhor

Um conjunto de regiões — pré-frontal medial, junção temporoparietal e vizinhas — que ativam quando a pessoa pensa no que outra pessoa está pensando.

É o sistema da teoria da mente: atribuir intenção, prever reação, imaginar o que o outro sabe e não sabe. Funciona sozinho, sem esforço consciente, e é um dos modos padrão do cérebro em repouso.

Em design, é o que faz a pessoa atribuir intenção ao seu produto. Uma tela que esconde o botão de cancelar não é lida como mal desenhada: é lida como querendo algo. A rede não distingue interface de pessoa, e a suspeita, uma vez formada, contamina o resto.

Aparece em: Erro fundamental de atribuição

Onde isto entra em Mente social →

S

S1

O mapa do corpo desenhado sobre o córtex. Dedos, lábios e língua ocupam áreas enormes; costas e pernas, quase nada: é por isso que a ponta do dedo distingue o que o cotovelo não distingue.

Entender melhor
Corte do córtex somatossensorial primário com as regiões do corpo mapeadas ao longo do giro pós-central. Lábios, língua e mãos ocupam áreas desproporcionalmente grandes em relação a tronco e pernas.
O homúnculo sensorial do córtex somatossensorial primário (S1)
OpenStax College; obra derivada de Ederporto · Anatomy & Physiology (versão em português) · CC BY 3.0

É uma faixa que atravessa o topo da cabeça de orelha a orelha, logo atrás da faixa que comanda o movimento. Cada pedaço dela corresponde a um pedaço do corpo, em ordem.

A ordem é preservada, mas a proporção não: o mapa é desenhado por quantidade de sensores, não por tamanho da parte. Lábios, língua e pontas dos dedos ocupam áreas enormes; as costas e as coxas ocupam quase nada. É esse mapa distorcido que a figura ao lado desenha.

É por isso que a interação por toque funciona: a ponta do dedo é uma das regiões de maior resolução tátil do corpo. E é por isso que feedback tátil — a vibração curta ao confirmar uma ação — é percebido mesmo quando o olho está em outro lugar.

Onde isto entra em Sentidos e atenção →

sistema límbico

Nome herdado para um grupo de estruturas — amígdala, hipocampo, vizinhas — que a literatura de design ainda trata como bloco único. A neurociência não trata assim, porque não há fronteira anatômica nem função comum, e cada uma dessas estruturas faz coisas diferentes.

Entender melhor
Corte sagital do encéfalo com as estruturas do lobo límbico destacadas e nomeadas em português: giro do cíngulo, corpo caloso, tálamo, núcleos hipotalâmicos, hipocampo e amígdala.
O lobo límbico, em corte sagital
OpenStax College; vetorização de Marnanel · Anatomy & Physiology · CC BY 3.0 · rótulos traduzidos para o português

Um conjunto de estruturas no miolo do cérebro — amígdala, hipocampo, hipotálamo e vizinhos — historicamente agrupadas sob o nome de "cérebro emocional".

O termo é mais antigo que a evidência que o sustenta, e hoje é usado com ressalva: as estruturas existem e conversam, mas não formam um sistema separado do resto, e emoção não mora numa região. Vale saber disso antes de tratar "límbico" como sinônimo de irracional.

O que sobrevive da ideia é útil mesmo assim: há um circuito rápido, ligado a memória e a valor, que responde antes do circuito lento e deliberado. Projetar ignorando o primeiro é projetar para uma pessoa que não existe.

Onde isto entra em Emoção →

T

tálamo

A central de distribuição do cérebro: quase tudo que vem dos sentidos passa por ele antes de chegar ao córtex. O olfato é o caso à parte, com uma via direta até as áreas de emoção e memória, e é daí que vem a lembrança carregada de sentimento que um cheiro puxa.

Entender melhor
Corte horizontal do encéfalo visto de baixo. Os nervos ópticos partem dos dois olhos, cruzam parcialmente no quiasma óptico e seguem como tratos ópticos até o tálamo, de onde as fibras se projetam para os lobos occipitais.
A via visual, vista de baixo
olho → nervo óptico → quiasma óptico → trato óptico → tálamo (corpo geniculado lateral) → lobo occipital, onde fica a área V1
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

Fica no centro geométrico do cérebro, mais ou menos onde você apontaria se tivesse que apontar para o meio da própria cabeça. É uma estrutura par: há um de cada lado.

Quase tudo o que os sentidos captam passa por aqui antes de chegar ao córtex, a exceção conhecida é o olfato, que entra por outra porta. O tálamo não é um cabo de passagem: ele regula o que passa e com que intensidade, e é uma das peças que decidem o que ganha acesso à consciência quando há mais coisa acontecendo do que cabe.

É a estrutura que explica por que atenção é subtração, e não soma. Não existe "prestar mais atenção em tudo": o que entra a mais em um canal entra a menos em outro.

Onde isto entra em Sentidos e atenção →

tronco cerebral

A parte mais antiga do cérebro, na ligação com a medula. Cuida do que não se negocia — respirar, acordar, reagir a susto — e é por onde passam quase todos os sinais dos sentidos.

Entender melhor

A haste que liga o cérebro à medula, na base do crânio. É a parte mais antiga e a que não se pode perder: controla respiração, batimento e nível de consciência.

Todo sinal auditivo passa por aqui antes de subir, e é aqui que a diferença de chegada do som entre um ouvido e outro — questão de microssegundos — vira a percepção de que algo veio da esquerda ou da direita.

Também é a origem dos sistemas que regulam alerta e sono, o que faz dele o ponto onde cansaço e atenção se encontram fisicamente. Nenhuma interface fala com ele diretamente, mas toda interface é usada por alguém cujo tronco cerebral já decidiu o quanto de vigília sobrou para o dia.

Onde isto entra em Sentidos e atenção →

V

V1

A primeira área do cérebro, lá na nuca, a receber o que o olho enviou. É onde a imagem vira contraste, borda e orientação, antes de você reconhecer o que está vendo.

Entender melhor
Corte horizontal do encéfalo visto de baixo. Os nervos ópticos partem dos dois olhos, cruzam parcialmente no quiasma óptico e seguem como tratos ópticos até o tálamo, de onde as fibras se projetam para os lobos occipitais.
A via visual, vista de baixo
olho → nervo óptico → quiasma óptico → trato óptico → tálamo (corpo geniculado lateral) → lobo occipital, onde fica a área V1
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

Fica na nuca, no polo de trás do cérebro, a maior distância possível dos olhos, o que já diz alguma coisa: o sinal atravessa a cabeça inteira antes de virar imagem. Sai do olho pelo nervo óptico, passa pelo tálamo e chega aqui.

O que V1 faz não é ver: é decompor. Cada grupo de neurônios responde a uma coisa muito específica: uma borda inclinada a 30 graus, um contraste claro-escuro, um movimento para a direita. Nenhum deles sabe o que é o objeto. A imagem que você acha que está vendo ainda não existe nesta etapa.

Para quem projeta, o que importa é o que V1 entrega de graça e o que ela não entrega: contraste, borda e orientação são processados antes de qualquer decisão sua sobre onde olhar. É por isso que um elemento com borda forte é encontrado sem esforço, e por que texto de baixo contraste custa caro mesmo quando é legível.

Aparece em: Lei da proximidade, Lei da similaridade, Lei da conectividade uniforme, Lei da Prägnanz, Lei da legibilidade

Onde isto entra em Sentidos e atenção →

V2

A área logo depois de V1. Junta as bordas que V1 detectou, separa figura de fundo e decide quais elementos formam um grupo, tudo isso antes de você perceber que olhou.

Entender melhor
Corte horizontal do encéfalo visto de baixo. Os nervos ópticos partem dos dois olhos, cruzam parcialmente no quiasma óptico e seguem como tratos ópticos até o tálamo, de onde as fibras se projetam para os lobos occipitais.
A via visual, vista de baixo
olho → nervo óptico → quiasma óptico → trato óptico → tálamo (corpo geniculado lateral) → lobo occipital, onde fica a área V1
OpenStax · Anatomy and Physiology (2016) · CC BY 4.0

Fica logo ao redor de V1, como um anel. Recebe dela as bordas soltas e faz a primeira montagem.

É aqui que a borda vira contorno de alguma coisa. V2 decide o que é figura e o que é fundo, fecha formas que estão parcialmente escondidas e agrupa elementos que pertencem juntos. As leis da Gestalt — proximidade, similaridade, fechamento — descrevem o comportamento desta etapa, e é por isso que elas parecem óbvias: você não escolhe segui-las, o cérebro já agrupou antes de você olhar.

A consequência prática é desconfortável: o agrupamento que você desenhou sem querer é tão real quanto o que desenhou de propósito. Dois elementos próximos leem como um grupo, e nenhuma legenda desfaz isso.

Aparece em: Lei da proximidade, Lei da região comum, Lei da conectividade uniforme, Lei da Prägnanz

Onde isto entra em Sentidos e atenção →