Instrumento de sessão
Entrevista com usuários extremos
Mede: O que o usuário médio tem dificuldade de verbalizar
Serve quando você já sabe que alguma coisa está errada e ninguém consegue nomear o quê. Quem está na borda do uso descreve com precisão aquilo que a pessoa do meio já engoliu calada. E é o método que mais se aproxima da pergunta de O corpo: quase toda lei deste site foi medida no meio da curva, e a borda é justamente onde ela para de valer.
O método vem do design thinking, e o manual do d.school é explícito sobre um ponto que costuma se perder: o objetivo não é construir para essas pessoas. É usar o que elas conseguem verbalizar para achar o problema que o usuário do meio não sabe dizer, e depois conferir o que disso ressoa com quem você realmente atende. A necessidade da borda costuma se sobrepor à do meio, mas isso é resultado, não regra.
Como rodarRecrute as duas pontas do espectro daquela tarefa, e não do público: quem tem o menor repertório nela e quem tem o maior. Entreviste como entrevistaria qualquer pessoa, mas procure gambiarra: atalho inventado, anotação em papel, planilha paralela. Cada gambiarra é um requisito que o produto não atendeu. Cinco a sete pessoas por ponta costumam bastar.
EnxergaFaz aparecer necessidade que pesquisa com o público médio não produz, porque quem está no meio já se acostumou com o defeito e não o menciona mais.
Não enxergaO que a borda pede nem sempre serve ao meio. Sem a etapa de conferir o que ressoa com o público principal, o método vira desculpa para construir o que um entrevistado pediu.