Leitura do corpo
Eletroencefalografia e potenciais evocados
EEG / ERP
Mede: Esforço cognitivo ao longo do tempo, e, no recorte de ERP, a reação a um evento isolado
Se alguém disser que o novo fluxo “ficou mais leve”, a EEG é o tipo de evidência que transforma isso em número. E há um segundo uso, mais fino, que quase não aparece em conversa de design: recortada em torno de um evento, ela mostra o milissegundo em que um rótulo não bateu com o que a pessoa esperava.
A EEG capta as oscilações elétricas do cérebro por sensores no couro cabeludo, e duas dessas oscilações mudam de forma previsível conforme a tarefa aperta: a theta na região frontal-medial sobe e a alfa na região parietal desce, no padrão que KlimeschRevisou como os ritmos alfa e teta acompanham desempenho de memória, e é a fonte atualizada de afirmações antes mal atribuídas.Uma referência neste trabalho:1999EEG alpha and theta oscillations reflect cognitive and memory performance: a review and an…Ver na bibliografia → descreveu em 1999. Essa dupla é o índice mais usado de carga mental, e é o que permite dizer, com número, que uma tela exigiu mais que outra. GannouniUsou EEG e aprendizado de máquina para detectar emoção em teste de usabilidade, e é a fonte atualizada de um achado antes mal atribuído.Uma referência neste trabalho:2023Software usability testing using EEG-based emotion detection and deep learningVer na bibliografia → e colegas levaram o sinal a teste de usabilidade de software em 2023, classificando o estado emocional de quem usava a partir da leitura elétrica, com acerto alto dentro do próprio desenho experimental, que é onde esse tipo de número vale; e num estudo de 2020 com dezenove pessoas explorando os cômodos de uma casa automatizada, AngiolettiMediu resposta fisiológica a sistemas de casa inteligente, e é a fonte correta de um achado que o trabalho original atribuía a outro autor.Uma referência neste trabalho:2020Neurophysiological correlates of user experience in smart home systems (SHSs)Ver na bibliografia →, Cassioli e Balconi mediram EEG e sinais autonômicos juntos, e a atividade neural mudou de forma consistente entre estar em repouso e estar interagindo com o ambiente, e o cômodo mais multissensorial foi o que produziu maior resposta emocional e aumento de frequência cardíaca.
O segundo uso troca a carga acumulada por um recorte cirúrgico: em vez de olhar a sessão inteira, você isola a janela de sinal em torno de um evento — o instante em que a tela mostra o rótulo, o ícone, o preço — e tira a média de muitas repetições. O resultado é o potencial relacionado ao evento. O componente mais útil para quem escreve interface é o N400, que aparece cerca de quatro décimos de segundo depois de uma palavra que não encaixa no contexto, e o tamanho dele acompanha o tamanho do desencaixe (KutasDescobriu o N400, o pico elétrico que aparece quando o cérebro encontra algo que não encaixa no que esperava.Uma referência neste trabalho:1980Reading senseless sentences: brain potentials reflect semantic incongruityVer na bibliografia → e Hillyard, 1980). É a assinatura elétrica de um rótulo que trai a expectativa, e é o tipo de discussão que, em produto, costuma se resolver no achismo.
EnxergaResolução temporal em milissegundos; detecta o instante exato da fricção.
Não enxergaBaixa resolução espacial, sensível a artefato de movimento, e o sinal, sozinho, não diz de que emoção se trata.